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O Chantier de 2009, realizado de 10 a 26 de agosto, recebeu um grupo de jovens franceses majoritariamente feminino, com oito mulheres e 3 homens. Acolhidos por famílias que vivem na região, tiveram a oportunidade de conhecer o cotidiano das comunidades e de trabalhar, lado a lado, pela melhoria da qualidade de vida da população local.
Para o sucesso do trabalho realizado pelo Idaco foram fundamentais as parcerias com a Associação de Moradores dos Produtores Rurais de Taquari, responsável por muitas portas que se abriram; com órgãos públicos, por meio das Secretarias de Obras e de Turismo; com a Câmara dos Vereadores e com a comunidade agrícola.
”A troca de experiências dos agricultores com os franceses foi um dos pontos altos do período”, afirmou Arthur Santos da Costa, técnico do Idaco, que vivenciou todo o processo do Chantier 2009, desde a fase de pré-produção.
Nestes 21 anos de Chantier, mais de 400 jovens já vieram ao Brasil para trabalhar voluntariamente em 13 comunidades de diferentes municípios do Rio de Janeiro, beneficiando cerca de 1200 famílias.

Chantier 2009: brasileiros e franceses na troca de experiências e do trabalho coletivo.
No Sertão de Taquari, o bicicletário comunitário foi identificado como obra necessária.
Decisão coletiva
Após longos debates, foi consenso, no Sertão de Taquari, que uma obra extremamente necessária era a construção de um bicicletário comunitário, coberto e próximo à estrada para que moradores (as) não mais andassem quilômetros até chegar ao ônibus. Grande parte dos trabalhadores tem emprego fora de Taquari.
Outra obra realizada a partir de decisão conjunta foi a Caixa Postal. Os franceses também trabalharam junto aos agricultores, conhecendo os "segredos" da agrossilvicultura e do artesanato e demonstraram grande interesse pelas oficinas de pintura em pedras.
Destacam-se no grupo a diversidade de culturas e as diferentes formações. Umas vivem na cidade e outras no campo, uns estão ligados à saúde, ao esporte e outros à agricultura e à arte. Para os interessados em agricultura alternativa os cursos de agrofloresta foram muito importantes. “Descobrimos que o Brasil não é só cultura de soja e eu, pessoalmente, aprendi muito e gostaria de levar esse conhecimento para agricultores franceses, mesmo sabendo que muito do que aprendi não temos como usar na França”, afirmou Ane Cecile Verger, engenheira agrônoma. Ane Cecile veio para o Idaco como voluntária, coordenou o Chantier deste ano e hoje é responsável pelo projeto de pesquisa do impacto da história de duas décadas de Chantier nas comunidades.
Uma viagem solidária
O Chantier foi uma das primeiras ações do IDACO - Instituto de Desenvolvimento e Ação Comunitária. A parceria teve início com o instituto Belleville e continua com a associação francesa AMAR - Atores no Mundo Agrícola e Rural, além de inúmeras associações e cooperativas rurais do interior do estado do Rio de Janeiro e comunidades urbanas da região metropolitana.
Os jovens franceses levam para a Europa experiências da relação direta com a realidade brasileira, enquanto os jovens brasileiros descobrem uma França sedenta de informações sobre os avanços do país na agricultura familiar e no combate ao desmatamento, entre tantas outras questões que estão hoje em pauta nos fóruns nacionais e internacionais.
Entre as muitas atividades do Chantier, a culinária e a música francesa, danças e músicas brasileiras e a entrega oficial de obras feitas por franceses e brasileiros, em um mutirão solidário, formam o centro deste inesquecível espetáculo solidário.
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